
Meu anseio por cidade é inevitável, cada vez que vejo cenas de cidade me lembro de São Paulo como ícone, de um tempo em que eu olhava o céu não horizontalmente mais sim verticalmente, por entre os prédios. Como meio de condução uso ônibus, e dentro do ônibus ouço todo tipo de conversa, de todos os gêneros, idéias que para alguns são idéias validas e outras idéias que entram por um lado da cabeça e saem pelo outro, discussões, conversações que se misturam e para quem esta de fora, não serve de nada. A altura das conversas soa alto, mais alto que o mp3 que ouço no volume máximo, assim tornando-se um escudo que não da conta de segurar esse turbilhão de idéias que surge de tantas bocas. O som das conversas junto a musicas que eu fiz questão de selecionar se brigam e se misturam e no final das contas acabo por ouvir todas as conversas misturadas as musicas.
Pensando nesse dialogo inevitável, da minha música junto às conversações infinitas de idéias que não param de nascer e se misturar, multiplicar, venho a pensar no Diálogo Urbano, uma mistura dos sons das conversações, se tornando em um emaranhado de idéias, uma infinidade de probabilidades.